
"- Você só sabe reclamar, pequeno..."
Estou exausto dos problemas que teimam grudar em mim. Acho que eu tenho doce para coisas ruins, não sei...
Procuro saída para todos. Entretando esse, é bem persistente.
Não se deixa abater. Já prometi a mim mesmo, a não dar confiança, ignorar... Mas ela é chata demais, adora me alfinetar.
Fica feliz ao me ver chorando ou cabisbaixo...
Estou quase chegando ao meu limite, e...
(...) Bom, acho que dormir e não acordar mais, seja a melhor solução...
Talvez assim, eu possa degustar da boa e adorável felicidade que não sinto há tempos...
A minha fiel companheira foi ela, que aguentou as minhas mil maneiras de expressar minhas reações à situações aqui passadas.
Por você e com você, eu gastei mais da metade da minha vida sentado nesta cadeira, que como eu disse, é a única merecedora de minhas verdades.
Mesmo sendo um ser inanimado. Ao menos, ela não é fria, me escuta sempre e me trata reciprocamente...
Ela, coitada, já não deve aguentar mais me servir de apoio, enquanto passo horas aqui, em frente a está tela com você. Quando brigamos, ela que exprime minha raiva, e quando vem a saudade, parece que ela se preocupa com meu choro...
Quando estou feliz por termos passado pelo menos um dia sem brigar, ela fica bonita, robusta...
Às vezes me acho meio louco por conversar com algo que me responde de uma única e possível maneira: Calada.
Já fiz até promessas para ela, rapaz!
E uma delas foi...
(...) Levá-la para nossa casa, quando casarmos e sermos maduros o suficiente para construimos uma vida à dois... E ela? Sorriu! Sorriu dá maneira que só eu consigo entender...